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AMMA Psique e Negritude lança Carta Manifesto por uma saúde mental antirracista

O racismo no Brasil não opera como um fenômeno isolado ou meramente interpessoal; ele faz parte da arquitetura constitutiva do Estado e das subjetividades, presente na lógica de quem tem o direito ao cuidado e quem é empurrado às margens da desassistência e do extermínio. É sob essa premissa inegociável que o Instituto AMMA Psique e Negritude, ao celebrar 30 anos de um legado de resistência na psicologia brasileira, lança a Carta Manifesto Por uma Saúde Mental Antirracista.



O documento recebeu adesão de pessoas, instituições e movimentos sociais de todo o país, e é fruto da Jornada Pontes para o Futuro, construída com ampla participação da comunidade, e marca os 30 anos da organização. No dia 23 de abril será o dia de lançar a carta manifesto no videocast Pontes para o Futuro. Com mais de 30 anos de atuação na interface entre saúde mental, relações raciais e direitos humanos, o AMMA apresenta o manifesto como resultado de um processo coletivo de escuta, reflexão e construção política realizado ao longo da Jornada Pontes para o Futuro, iniciativa que reuniu ao longo de um ano especialistas, ativistas, usuárias/os do sistema de saúde e a sociedade civil em torno do debate sobre racismo e saúde mental, e que teve como um de seus frutos o videocast homônimo.


“Não há saúde mental sem justiça racial”

afirma o manifesto, ao destacar que o cuidado em saúde não pode ser dissociado das condições sociais, econômicas e históricas que impactam a população negra e os povos indígenas.


Entre os principais eixos defendidos estão: ● A luta contra a precarização do trabalho como condição para a saúde mental.

● A ampliação da presença de pessoas negras em espaços de decisão; ● O fortalecimento das políticas de cotas raciais e de permanência estudantil; ● A reformulação da formação em saúde com base em uma perspectiva antirracista; ● A defesa inegociável da Reforma Psiquiátrica e do cuidado em liberdade; ● O fortalecimento da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; ● O enfrentamento à LGBTfobia, ao racismo ambiental e à violência contra a juventude negra;

A Carta também denuncia que o racismo se expressa no cotidiano dos serviços de saúde, conformando desigualdade de acesso, incidindo sobre os indicadores de morbimortalidade da população negra e sustentando a precarização das políticas públicas. Ao mesmo tempo, aponta caminhos concretos para a transformação desse cenário, articulando propostas que envolvem diferentes dimensões da vida social.


Acesse a íntegra da carta abaixo:


 
 
 

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